Diagnóstico e Saúde

28-Fevereiro-2015 Hora 11:24   Novo Exame - Diagnóstico da Mutação da Alfa 1 Antitripsina

 

 

O Laboratório Médico Dra. Tânia informa que já está disponível para seus clientes e parceiros o exame para Diagnóstico da Mutação da Alfa 1 Antitripsina.

 

A alfa-1 antitripsina (A1AT) é uma proteína que inibe a atividade de enzimas (proteases) produzidas pelas células inflamatórias para a destruição de agentes nocivos, especialmente a elastase, reduzindo a destruição que essas enzimas fazem ao organismo. É produzida especialmente no fígado (no retículo endoplasmático dos hepatócitos), circula no sangue em uma quantidade mais ou menos estável para reduzir as lesões provocadas por essas enzimas (especialmente nos pulmões) e sua produção é aumentada durante as infecções, para evitar lesão excessiva causada pelas células inflamatórias (especialmente os neutrófilos).

 

A deficiência da proteína alfa-1 antitripsina é causada por uma condição genética transmitida dos pais para os filhos e é relativamente rara (1 caso a cada 2.500 pessoas). Nessa doença, pode haver lesão principalmente nos pulmões (geralmente em adultos) e no fígado (em adultos e crianças). No pulmão, a falta da A1AT expõe o tecido pulmonar à lesão por enzimas produzidas pelo próprio organismo. No fígado, ocorre o acúmulo da A1AT mutante, levando à destruição de células e o desenvolvimento de cirrose em adultos ou de cirrose e síndrome colestática em crianças.

 

A A1AT é codificada pelo gene 14q32.1 (localizado no braço longo do 14º cromossomo) e mutações desse gene geralmente levam à produção de uma forma alterada da A1AT, que fica presa no interior dos hepatócitos ou, menos frequentemente, a uma forma instável, que é em parte degradada no interior do hepatócito sem causar lesão ao fígado (PiS).

 

A redução na quantidade da A1AT expõe os pulmões aos danos causados pela inflamação local (como é um órgão muito exposto a vírus, bactérias e outras substâncias, há maior inflamação). Assim, dependendo do grau de agressão e da quantidade da A1AT, há destruição das células pulmonares e formação de enfisema.

 

Nas formas mais brandas, pode não haver lesão significativa, mas se o portador for fumante, podem ocorrer lesões suficientes para causar doença pulmonar grave em portadores relativamente jovens.

 

No fígado, o mecanismo da doença é completamente diferente. A A1AT que é produzida em sua forma alterada no interior do retículo endoplasmático (RE) do hepatócito fica em parte (80 a 90% na forma PiZZ) presa no interior dessa organela. Em algumas pessoas, os hepatócitos conseguem degradar o excesso de proteínas anômalas, mas em outras o acúmulo é progressivo, levando a destruição dos hepatócitos por mecanismo ainda não bem esclarecido, mas possivelmente envolvendo autofagia e dano mitocondrial.

 

Nas formas mais graves de deficiência de A1AT (particularmente a PiZZ), a primeira manifestação da doença ocorre na infância, sendo uma das principais causas de icterícia neonatal e a principal de transplante hepático infantil nos países com maior prevalência de mutações (como a maior parte da A1AT é produzida no fígado, o transplante hepático interrompe a progressão da doença no pulmão).

 

Naqueles portadores de formas não tão severas, a tendência é que a doença manifeste-se tardiamente, após a segunda década de vida, como doença pulmonar nos fumantes, ou após a quarta década em não fumantes. Durante esse tempo, há lesão hepática leve e praticamente contínua, o que faz com que o desenvolvimento de cirrose ocorra a partir da quarta década, em torno de 20 a 40% dos portadores não fumantes (os fumantes costumam falecer por complicações de doença pulmonar antes dessa idade).

 

Com o processo crônico de destruição e regeneração de hepatócitos, o portador de cirrose por deficiência de A1AT teria o mesmo risco de desenvolvimento de hepatocarcinoma e colangiocarcinoma que portadores de cirrose de outras etiologias, ou seja, acima da população geral. Mas o risco está aumentado mesmo na ausência de cirrose, em comparação com indivíduos normais.

 

O diagnóstico da deficiência de alfa-1 antitripsina é realizado pela dosagem da A1AT no sangue e complementado com o Diagnóstico da Mutação da Alfa 1 Antitripsina, que mostrará qual a mutação presente.

 

Entre em contato com um de nossos colaboradores para obter maiores informações sobre este exame.

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