Diagnóstico e Saúde

6-Agosto-2014 Hora 07:31   10 tecnologias que estão mudando o tratamento da diabetes

 

 

Organizações de saúde recorrem à tecnologia para reduzir o abrangente e caro impacto da diabetes.

 

Empresas de tecnologia estão se aventurando no mercado de diagnósticos e tratamento da diabetes. Os pacientes já podem usar smartphones para monitorar suas condições e, além das lentes de contato do Google, ainda em desenvolvimento, outras empresas estão criando pâncreas biônicos e explorando genomas para controlar diabetes.

 

Lentes inteligentes

No começo desde ano, o Google revelou seu projeto de lentes de contato inteligentes, “desenvolvidas para medir níveis de glicose nas lágrimas por meio de um minúsculo chip wireless e um sensor de glicose em miniatura embutidos entre duas camadas de material de lente de contato”. O desenvolvedor também está investigando a possibilidade de luzes de LED integradas apontarem quando o nível de glicose tiver ultrapassado ou estiver muito abaixo dos padrões.

 

“Estamos conversando com o FDA, mas ainda há muito trabalho pela frente para tornarmos essa tecnologia em um sistema que as pessoas possam usar. Não vamos fazer isso sozinhos: planejamos buscar parceiros especializados em levar esses produtos ao mercado”, escreveram os co-fundadores do projeto, Brian Otis e Barbara Parviz, no blog do Google. “Esses parceiros usarão nossa tecnologia para uma lente de contato inteligente e para desenvolver aplicativos que tornem os resultados do medidor disponíveis para usuário e seu médico”.

 

Pâncreas biônico

Engenheiros da Universidade de Boston criaram um sistema fechado de pâncreas biônico, que usa monitoramento contínuo de glicose e entrega subcutânea de insulina e glucagen de ação rápida, como indicado por um algoritmo. O sistema, atualmente sendo testado em pacientes com diabetes Tipo 1 no Hospital Geral de Massachusetts, pode, um dia, tornar realidade o controle automático da glicose no sangue, de acordo com o blog do desenvolvedor.

 

O pâncreas criado pelo homem toma uma decisão sobre as doses de insulina e glucagen a cada cinco minutos. Pâncreas biônicos anteriores não eram capazes de administrar glucagen, que aumenta a glicose no sangue em caso de hipoglicemia.

 

“Alcançar e manter concentrações quase normais de glicose no sangue é crítico para o longo prazo da saúde do diabético. Infelizmente, a terapia necessária para alcançar este objetivo é extremamente exigente, e demanda verificações frequentes do nível de glicose no sangue e múltiplas injeções diárias de insulina ou o uso de uma sonda de insulina”, escrevem os pesquisadores. “Mesmo com os melhores métodos atuais de administração de insulina, é quase impossível evitar completamente a hipoglicemia ou a hiperglicemia”.

 

Melhor aderência ao medicamento

A Accountable Care Organization of Greater New York (ACCGNY) e a AllazoHealth são parceiras em um projeto-piloto que busca melhorar a aderência aos medicamentos entre os beneficiários do Medicare na ACCGNY. Muitas pessoas nesse grupo são idosas e/ou têm deficiência mental ou física, e muitos deles têm múltiplas condições, incluindo diabetes, hipertensão, epilepsia e/ou hiperlipidemia. O piloto, que recebeu em 2014, US$ 91.914 de patrocínio do Pilot Health Tech NYC, irá utilizar o AllazoEngine, da AllazoHealth, para determinar quais pacientes têm mais em risco de não tomar os medicamentos receitados e para prever quais intervenções são mais prováveis para promover a aderência.

 

Equipes clínicas irão utilizar esses resultados para entregar intervenções de pacientes por telefone ou visitas pessoais. A ferramenta analítica baseia seus resultados nos dados de queixas registradas no ACCGNY. Além de reduzir gastos médicos, o piloto deve melhorar os cuidados aos pacientes diabéticos dependentes da insulina.

 

“Nosso objetivo é oferecer tratamento de alta qualidade, com preço acessível, aos nossos beneficiários Medicare. A parceria com a AllazoHealth nos oferece as ferramentas para melhorar a aderência de nossa população aos medicamentos e a reduzir custos médicos”, disse Gabriel Luft, diretor executo da ACCGNY, em uma declaração.

 

Mentores virtuais

Ex-jurado do American Idol, Randy Jackson se juntou a empresa de bem-estar e saúde digital, Everyday Health, para criar recursos voltados para o consumidor sobre diabetes em uma plataforma chamada “Diabetes Step by Step” [Diabetes passo a passo].

 

Jackson oferece blogs, vídeos e um programa de conscientização sobre diabetes, que deve ser exibido em algumas cidades dos EUA até Novembro – Mês da Diabetes nos EUA.

 

Jackson, que foi diagnosticado com diabetes Tipo 2 em 1999, escreveu sobre sua experiência em Body With Soul: Slash Sugar, Cut Cholesterol, and Get a Jump on Your Best Health Ever. Ele também tem atuado como porta-voz da campanha “Heart of Diabetes”, do American Heart Association. “Diabetes é uma questão muito próxima de mim e essa é uma ótima oportunidade de educar as pessoas sobre a prevenção e o controle da doença”, disse Jackson em uma declaração.

 

Monitores Inteligentes

Eles já foram máquinas enormes e pesadas, hoje, os monitores de glicose são tão portáteis quanto um iPhone. Fornecedores como o Gmate, integram um aplicativo e um medidor inteligente que se conecta a entrada de fone do iPhone, e mede e exibe os níveis de glicose no sangue do paciente.

 

O Gmate Smart é compatível com as versões 3GS, 4, 4S e 5 do iPhone; com o iPod Touch de 4ª geração; além do iPad e iPad 2. O usuário baixa o aplicativo no iTunes, insere o dispositivo da Gmate e a faixa de coleta, aplica a amostra de sangue e vê os resultados na tela do dispositivo Apple.

 

Big Data

Pesquisadores, investidores e fornecedores estão explorando as conexões entre um host de possíveis causas e efeitos da diabetes graças às poderosas e baratas ferramentas de análises de big data. A ação para acabar com silos e combinar diversos estudos e pesquisas para buscar tendências em piscinas maiores de casos está gerando programas-piloto, realojamento de recursos e benefícios adicionais.

 

A startup Databetes, fundada por uma pessoa com diabetes Tipo 1, utiliza uma abordagem direcionada por dados para o monitoramento da diabetes, que combina aplicativos e smartphones, assim como dados de alimentos e estilo de vida, para ajudar pacientes a gerenciar a condição. A Explorys e a Accenture estão colaborando em uma iniciativa para melhorar a abordagem da saúde populacional para cuidados com diabetes.

 

Aplicativos de gerenciamento

Existe mais de 1.100 aplicativos, entre iOS e Android, desenvolvidos especialmente para pessoas com diabetes. Eles incluem livros de receitas e uma grande variedade de aplicativos de gerenciamento, que ajudam os diabéticos a monitorar insulina, exercícios e ingestão de açúcar.

 

O Glooko, por exemplo, permite que o paciente baixe leituras de teste de glicose no smartphone, integre dados de alimentação e estilo de vida e compartilhe essas informações com profissionais médicos. O Glooko também disponibiliza dados relacionados à diabetes e análises para provedores de serviços de saúde e investidores para apoio a pesquisas sobre a doença. O Diabetes Pilot registra glicose, insulina e outras medidas; monitora nutrientes ingeridos; inclui um banco de dados de alimentos; e permite que o usuário compartilhe os dados com provedores de serviços de saúde.

 

E o GlucoseBuddy, para iOS, permite que usuários registrem refeições, exercício, níveis de insulina e compartilhe os registros com os médicos.

 

Logging automático

Como parte do Data Design Diabetes Sanofi US Innovation Challenge2013, a Common Sensing desenvolveu o GoCap, uma tampa que monitora insulina e se conecta, de modo wireless, a um smartphone. Uma tampa substituta para os frascos de insulina, o GoCap lê a quantidade e a frequência da insulina, então se comunica, via Bluetooth, com um telefone ou um medidor de glicose conectado, relatou o HIT Consultant.

 

Aplicativos para cuidadores

Desenvolvedores oferecem diversas ferramentas para pessoas que cuidam de indivíduos com diabetes, assim como para os pacientes em si. Desenvolvedores como Dexcom, Medtronic, Glucose Buddy e a Associação Americana de Educação sobre Diabetes oferecem aplicativos com treinamentos, educação e outros tópicos para cuidadores.

 

Telemedicina

A telemedicina pode ajudar os diabéticos a economizar tempo e dinheiro, e pode ajudar sistemas de serviços de saúde a melhorar a saúde populacional e a rentabilidade.

 

Por exemplo, o Centro Médico da Universidade do Mississippi, o Centro Médico North Sunflower, a GE Healthcare, a Intel-GE Care Innovations e a C-Spire formaram o Diabetes Telehealth Network – um programa de cuidados remotos de 18 meses para atender regiões com alta porcentagem de pacientes diabéticos. O Centro de Diabetes Joslin, da Universidade de Harvard e a American Well se juntaram para entregar serviços remotos de telemedicina para diabéticos por todo o território norte americano.

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