Diagnóstico e Saúde

10-Julho-2019 Hora 09:22   Doença Renal Crônica: a importância do diagnóstico precoce

 

 

Por não apresentar sintomas, a doença renal crônica muitas vezes é identificada de forma tardia, o que impacta no bem-estar do paciente e nos custos com a saúde pública.

 

Silenciosa, assintomática e cada vez mais comum, a Doença Renal Crônica (DRC) acarreta em alta taxa de mortalidade, gerando custos elevados para os sistemas de saúde no mundo todo. Por não apresentar sintomas, a DRC, normalmente, recebe um diagnóstico tardio, o que faz com que o paciente seja imediatamente submetido ao procedimento de hemodiálise.

 

Diante desses fatores, a DRC exige que os médicos sempre mantenham um nível de suspeição em relação a ocorrência da patologia. Principalmente nos pacientes com fatores de risco. O diagnóstico da DRC deve, portanto, ser obtido precocemente para que o tratamento adequado seja feito o quanto antes.

 

A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) é o método usual nos laboratórios clínicos, sendo definida a partir da capacidade dos rins em eliminar uma substância no sangue. Normalmente, os rins filtram o sangue e eliminam os produtos finais do metabolismo proteico, enquanto preservam os solutos específicos, proteínas e componentes celulares. Portanto, a TFG é capaz de indicar o comprometimento de néfrons funcionais no paciente.

 

Nas ocorrências de doenças renais crônicas, a TFG pode apresentar alteração antes do início dos sintomas, sendo mensurada a partir dos níveis de substâncias que são normalmente produzidas pelo corpo, porém apresenta algumas limitações. Na expectativa de diminuir essas limitações na determinação da TFG, recentemente a medicina diagnóstica apresentou grande interesse em dois indicadores: a Cistatina-C e NGAL.

 

A Cistatina-C é uma proteína básica não glicosilada, com baixa massa molecular. Ela é produzida por todas as células nucleadas de maneira constante, sem sofrer alterações devido à massa muscular dos indivíduos ou alterações decorrentes de processos inflamatórios. Ou seja, ela é livremente filtrada no glomérulo e é reabsorvida e catabolizada pelas células epiteliais tubulares. É por isso que essa proteína é um excelente marcador da função renal.

 

Nas análises clínicas, a determinação da Cistatina-C apresenta uma série de vantagens em relação a outros marcadores. Por exemplo, ela é mais exata que a determinação da creatinina plasmática e mais confiável que a depuração de creatinina por urina de 24 horas. Mas o grande diferencial está no fato de que há ainda um crescente grupo de evidências que sugerem que a Cistatina-C pode ser utilizada para detectar doenças renais mais precocemente que a creatinina sérica.

 

O neutrophil gelatinase-associated lipocalin, lipocalin-2, siderocalin ou NGAL é uma pequena proteína expressa pelos neutrófilos e alguns epitélios, incluindo os túbulos renais. Com perfil de utilização em laboratórios hospitalares, centros especializados em nefrologia e laboratórios clínicos de apoio, o NGAL é um marcador renal ainda mais precoce que a Cistatina-C. Isso acontece porque ele se altera a partir da fase inicial de lesão renal.

 

A Cistatina-C e o NGAL são, portanto, capazes de oferecer diagnósticos precoces. Isso permite, por exemplo, uma intervenção médica mesmo antes da alteração da função renal. Dessa forma, diminui-se o tempo de internação do paciente.

POSTADAS ANTERIORMENTE

Veja Mais

Sky Brasil comunicação e marketing - Todos direitos reservados