Diagnóstico e Saúde

17-Outubro-2017 Hora 08:48   Câncer ginecológico e oncogenética: entenda a importância dessa relação.

 

 

Com o exame de rastreamento dos genes BRCA1 e BRCA2 é possível identificar famílias com maior probabilidade de ter câncer de ovário e de mama - e existem novos medicamentos específicos para o tratamento desses casos.

 

Entre 15 a 20% das pacientes que têm câncer de ovário apresentam a mutação germinativa nos genes BRCA 1 e BRCA 2 - é o que se chama de síndrome de câncer de ovário hereditário. Esses são os números que os estudos científicos mundiais encontraram.

 

O exame de rastreamento dos genes BRCA1 e BRCA2 entrou para o rol de exames obrigatórios da ANS (Agência Nacional de Saúde) em janeiro de 2014. Essa mutação, tanto no câncer de ovário quanto no câncer de mama, pode ser hereditária, mesmo que não exista um histórico familiar, que ninguém antes na família tenha tido o câncer, explica o Dr. Alexandre Balieiro da Costa. Isso não significa que toda pessoa que tem a mutação tem câncer. O que significa é que essa pessoa possui uma propensão bem maior para desenvolver a doença.

 

BRCA1 e BRCA2 são os dois genes responsáveis por produzir proteínas que ajudam a consertar danos que são feitos constantemente no nosso DNA. São genes que nos protegem do aparecimento de cânceres. Quando eles sofrem mutações, essa proteção deixa de funcionar. As mutações aparecem com mais freqüência em câncer de ovário de alto grau e em estágio avançado e também na síndrome do câncer de mama hereditário.

 

Existe agora uma terapia específica, direcionada, que ajuda a reparar o DNA: os inibidores da molécula PARP. São drogas orais, com menos toxicidade e maior eficiência porque se dirigem para alvos específicos. Os medicamentos inibidores de PARP reduzem a progressão da doença, explica o Dr. Alexandre.

 

O exame de rastreamento dos genes é importantíssimo tanto para o diagnóstico preciso e conseqüente tratamento específico das pacientes, quanto na prevenção do câncer. A Oncogenética, área da Medicina ligada à Genética e à Oncologia, estuda as síndromes hereditárias de predisposição a câncer, avaliando e acompanhando pacientes com aumento de risco.

 

Quando as mulheres têm a mutação nos genes BRCA 1 e BRCA2 o risco de desenvolver câncer de mama aumenta de 40% a 80%. É o famoso caso da atriz Angelina Jolie que retirou as mamas e, depois, o ovário, como forma de prevenção do câncer. Retirar as mamas - a chamada cirurgia profilática - como medida para minimizar os riscos nem sempre é uma conduta indicada. É uma decisão que deve ser tomada com o médico e a equipe multidisciplinar. Cada caso é um caso.

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