Diagnóstico e Saúde

17-Agosto-2017 Hora 17:39   IST´s - o HPV

 

 

Ocasionadas por bactérias, vírus e parasitas, as infecções sexualmente transmissíveis (IST) acometem mais de 1 milhão de pessoas ao dia no mundo e encontram-se entre os cinco principais motivos de consulta médica. Além do grande impacto para a saúde, algumas IST podem aumentar o risco de aquisição do HIV em três vezes ou mais, ser transmitidas ao feto durante a gestação e associar-se com desfechos perinatais desfavoráveis.

 

Causadas por mais de 30 bactérias, vírus e parasitas diferentes, as infecções sexualmente transmissíveis (IST) provocam grande impacto à saúde. Por isso, iniciaremos hoje uma breve campanha de conscientização sobre essas doenças que, por serem em sua maioria assintomáticas, necessitam de todo cuidado e informação.

 

Começaremos pelo HPV, considerada hoje a IST mais comum, a infecção por HPV atinge cerca de 80% das pessoas em algum momento da vida.

 

Por volta de 200 tipos do vírus já foram identificados, dos quais 45 infectam o trato genital e a região anorretal. Entre os de baixo risco oncogênico, o 6 e o 11 são os mais habituais e causam sobretudo verrugas genitais.

 

Já os de alto risco incluem os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73 e 82 e associam-se a lesões de baixo e alto graus e câncer. Praticamente 100% dos casos da neoplasia de colo do útero derivam do HPV, estando 70% deles vinculados aos tipos 16 e 18. O agente ainda responde pelos cânceres anal (90% dos casos), de vagina, vulva ou pênis (40% dos casos) e de orofaringe (10%).

 

Além da colpocitologia, da colposcopia e/ou vulvoscopia e da análise histopatológica, feitas para o diagnóstico da infecção subclínica e clínica, os testes biomoleculares podem ajudar a identificar a infecção latente pelo vírus em amostras de esfregaços cervicais ou de biópsia. Entre os métodos mais usuais para esse diagnóstico estão a captura de híbridos, o microarray e a hibridização in situ, assim como a PCR, convencional ou em tempo real, cuja sensibilidade fica em torno de 90% a 100%. 

 

Já a identificação do RNA mensageiro para as oncoproteínas E6 e E7 possui sensibilidade de 60% a 85%, mas maior especificidade que os testes de DNA. A técnica detecta os cinco tipos virais mais prevalentes nas neoplasias malignas (16, 18, 31, 33 e 45) e deve ser pedida após um teste de DNA positivo para HPV de alto risco oncogênico. Sua positividade indica que o vírus está integrado ao genoma do paciente.

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