Diagnóstico e Saúde

24-Setembro-2016 Hora 11:35   O anticoncepcional e o diagnóstico para o risco de trombose

 

 

Apesar de o anticoncepcional oral apresentar-se como um dos mais populares métodos contraceptivos utilizados pela população, esse tem grandes efeitos sobre o corpo da mulher, muitas vezes nocivos à saúde. Por isso a importância de avaliar seus riscos e benefícios em razão da associação a um risco aumentado de tromboembolismo venoso, principalmente em mulheres com trombofilia hereditária.

 

Com o passar dos anos e o avanço científico esses medicamentos evoluíram levando à redução nos efeitos colaterais. O progresso mais marcante foi a combinação de hormônios estrogênio e progesterona o que, entretanto, aumentou também os riscos associados à trombose.

 

Qualquer mulher que apresente mutação nos genes relacionados à trombofilia hereditária tem de 7 a 8 vezes mais chance de ter trombose venosa profunda. Se faz o uso de anticoncepcionais com hormônio combinado, este risco aumenta em 30 vezes. Estima-se que 1 a cada 10 mulheres apresentam essas mutações, sendo que se possuir mutação em dois genes ao mesmo tempo, e ainda fizer o uso de anticoncepcionais, o risco de um AVC isquêmico é 149 vezes maior do que a população em geral.

 

Para fins clínicos, é importante considerar que algumas mulheres têm um maior risco de desenvolver trombose, quando feito o uso de contraceptivos orais. Para trombose venosa, fatores de risco a serem considerados incluem uma história pessoal ou familiar de trombose venosa, ou seja, mutação nos fatores genéticos como Fator V de Leiden, gene da Protrombina (fator II), MTHFR C677T e MTHFR A1298C.

 

A Anvisa publicou recentemente uma recomendação sobre o uso desse tipo de medicamento e a importância de se realizar uma investigação para saber a predisposição genética ao desenvolvimento de trombofilias.

 

Seguem abaixo os exames e metodologias mais eficientes para identificação desses fatores hereditários:

 

Fator II - também chamado de protrombina, o Fator II é uma proteína sanguínea sintetizada no fígado, onde na presença da vitamina K e ao final da cascata de coagulação, induz a transformação do fibrinogênio em fibrina, importante no mecanismo de controle da coagulação. O gene responsável pelo Fator II está localizado no cromossomo 11 e sua mutação está associada diretamente ao aumento nos níveis de protrombina no sangue, aumentando o risco na formação de tromboses venosas.

 

Fator V de Leiden - o Fator V de Leiden é uma mutação na posição 1691 no gene do Fator V e resulta na resistência do Fator V à clivagem pela Proteína C ativada, aumentando os riscos de trombose venosa.

 

MTHFR C677T - a hiperhomocisteinemia é o aumento da concentração de homocisteína no sangue que pode resultar de fatores genéticos, com alterações funcionais das enzimas metileno tetrahidrofolato redutase (MTHFR) e cistationa beta sintetase (CBS), e de fatores ambientais (deficiência ácido fólico, vitamina B6 e B12). O aumento da concentração plasmática de homocisteína pode causar problemas neurológicos, retardo psicomotor, doença vascular prematura e tromboembolismo.

 

MTHFR A1298C - O MTHFR é uma enzima envolvida na remetilação da homocisteína em metionina, tendo como cofator a vitamina B12. Uma redução significativa na atividade desta enzima é devido à substituição do A1298C. Se a homocisteína não pode ser convertida em cisteína, ou devolvida à forma metionina, os níveis de homocisteína no corpo aumentam. Níveis elevados de homocisteína são associados a ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, formação de coágulo no sangue e no desenvolvimento da doença de Alzheimer.

 

Com base no resultado destes exames, seu médico poderá avaliar qual será o contraceptivo mais indicado, sem prejuízos à sua saúde.

 

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