Diagnóstico e Saúde

5-Setembro-2016 Hora 08:05   A importância da Hemoglobina Glicada para o diagnóstico e controle do diabetes

 

 

De acordo a International Diabetes Federation (IDF), mais de 415 milhões de pessoas no mundo foram diagnosticadas com diabetes até 2015. Embora alarmante, esse não é um dado absoluto, já que um em cada dois indivíduos é subdiagnosticado, ou seja, mais de 200 milhões de pessoas desconhecem a condição.

 

Dado o caráter epidêmico e os impactos sociais e econômicos causados pelo diabetes, os investimentos em métodos diagnósticos e de monitoramento são de extrema importância. “Para enfrentar o desafio previsto nos próximos anos, a indústria deve oferecer métodos inovadores que possam entregar resultados que os médicos e pacientes precisam”, analisa o gerente de Produto de Bioquímica e Doenças Infecciosas da Roche Diagnóstica, Wesley Schiavo.

 

Em 1993, um estudo norte-americano denominado The Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) validou a hemoglobina glicada (HbA1c ou A1C) como um dos exames mais importantes para o acompanhamento do diabetes tipo 1, devido à relação muito próxima entre o nível de hemoglobina glicada e o risco de desenvolvimento das complicações da doença.

 

Cinco anos mais tarde, no Reino Unido, o estudo United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS) validou a A1C para o monitoramento do diabetes tipo 2. Embora o exame já existisse, a comprovação científica validou a importância do teste no controle da glicose em longo prazo nos pacientes diabéticos.

 

Em 2010, a A1C também passou a ser um parâmetro de auxílio ao diagnóstico do diabetes. Após muitos estudos e a validação por parte da American Diabetes Association (ADA), concluiu-se que o teste também era útil para identificar pacientes portadores da doença. Uma das primeiras complicações do diabetes é o desenvolvimento da retinopatia (uma das principais causas de cegueira no mundo), cujos sinais de surgimento estão relacionados ao aumento do nível de A1C.

 

Independentemente da metodologia que seguem, os testes utilizados no diagnóstico e monitoramento da A1C devem ter certificação pelo National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP), entidade americana apoiada pela ADA e criada para padronizar os resultados de A1C com rastreabilidade em relação aos estudos DCCT e UKPDS por meio da certificação de métodos comerciais disponíveis e também de laboratórios clínicos.

 

“Fala-se muito sobre a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, sigla em inglês), pois ela foi a metodologia utilizada em campo nos estudos DCCT e UKPDS, razão de esse método se tornar conhecido no meio laboratorial. Há, porém, outras metodologias, como a imunoturbidimetria, que apresenta excelente desempenho analítico. Importante ressaltar que a principal exigência para utilização de um método para dosagem de A1C é que ele seja certificado pelo NGSP, pois garante a obtenção de resultados que permitem seu uso para fins de diagnóstico e acompanhamento do diabetes”, esclarece o diretor científico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Dr. Nairo Sumita.

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