Diagnóstico e Saúde

12-Agosto-2015 Hora 07:35   Campanha Nacional de Prevenção de Infecção em UTI

 

 

A infecção hospitalar é um dos principais problemas enfrentados pelos profissionais de saúde nas unidades de terapia intensiva. Estudos comprovam que cerca de 70% dos pacientes internados recebem tratamento para algum tipo de infecção.

 

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) lançou este ano a Campanha Nacional de Prevenção de Infecção em UTI, que reúne 7 pontos chave cruciais para auxiliar a prevenção dessas infecções. O objetivo é conscientizar e levar informação a 2.350 UTIs brasileiras, abordando médicos, profissionais de UTIs, familiares e visitantes, para reduzir o tempo de internação do paciente, reduzir custos, reduzir sepse e principalmente, a mortalidade.

 

Os 07 pontos chave são:

 

Higienização das Mãos - A higiene das mãos é a principal medida de prevenção de infecções relacionadas aos cuidados de saúde. Embora seja uma medida simples, as taxas de adesão a esta medida são extremamente baixas, chegando a apenas 70% nos centros com melhores resultados.

 

Uso Racional de Antimicrobianos - Estima-se que entre 500.000 e 1.000.000 de mortes ocorram no mundo associadas à resistência antimicrobiana e o consumo de antibióticos aumentou 40% na última década. O uso racional de antimicrobianos na UTI é a melhor maneira de combater a emergência de resistência em nosso ambiente de trabalho.

 

Uso Adequado das Precauções de Contato - O uso de precaução de contato em pacientes sabidamente colonizados na UTI é parte de nosso arsenal no controle da infecção. Medidas de precaução de contato como o uso de luvas e aventais no contato com o paciente podem minimizar o risco de transmissão cruzada no ambiente de cuidados intensivos.

 

Rastreio de Medidas de Isolamento dos Casos - O uso rotineiro de culturas de vigilância e rastreio em pacientes admitidos na unidade de terapia intensiva ou transferidos de outras instituções é importante para identificar os pacientes onde as medidas de precaução são necessárias. O uso de políticas de isolamento onde for possível pode ser útil no controle de surtos.

 

Vigilância Epidemiológica - O conhecimento da flora microbiológica associada com infecções é o melhor preditor para o sucesso da terapia antimicrobiana empírica. Sem isso, a escolha corre risco de não ser adequada.

 

Limpeza do Ambiente - A desinfecção de áreas potencialmente contaminadas é crucial no controle de infecções e reduz significativamente a carga de patógenos presentes nas áreas próximas a pacientes no ambiente de cudiados intensivos.

 

Educação Continuada dos Profissionais de Saúde – É fundamental que os profissionais de terapia intensiva se mantenham atualizados, participando constantemente de atividades de educação continuada na área de infecção no paciente crítico.

 

Com o objetivo de conscientização dos profissionais da saúde, a AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) trabalha nessa campanha a fim de combater o quadro atual de mortalidade, sepse e tempo de internação nas UTI’s brasileiras, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento da saúde pública.

 

Para saber mais sobre essa campanha acesse www.orgulhodeserintensivista.com.br

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