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20-Fevereiro-2018 Hora 08:41   Atividade física de baixa intensidade pode prolongar vida dos idosos, diz estudo


 

 

Pesquisa britânica começou em 1978 e foi feita com cerca de 8 mil homens entre 40 e 59 anos.

 

Algumas horas por semana de atividade física, mesmo de baixa intensidade, como passear ou se dedicar à jardinagem, poderiam diminuir o risco de morte nos homens idosos, sugere um estudo publicado nesta terça-feira.

 

O volume total de atividade física está associado a um menor risco de morte por qualquer causa, asseguram os autores do estudo publicado na revista médica British Journal of Sports Medicine.

 

A pesquisa mostra que cada meia hora adicional de atividade de baixa intensidade por dia (colocar plantas em vasos, passear com o cachorro, etc.) está associado a uma redução de 17% do risco de falecimento.

 

Meia hora adicional de atividade moderada ou intensa reduz ainda mais o risco, em até 33%.

 

As diretrizes britânicas e americanas sobre a atividade física não mencionam [até agora] nenhuma vantagem de uma atividade de intensidade leve, indica à AFP Barbara Jefferis, epidemiologista da University College London.

 

Mas os resultados do estudo sugerem que todas as atividades, não importa sua intensidade, são saudáveis, explica.

 

O estudo teve início em 1978 com cerca de 8 mil homens entre 40 e 59 anos de 24 cidades britânicas.

 

Entre 2010 e 2012, os 3.137 sobreviventes passaram por um exame médico e responderam a perguntas sobre seu estilo de vida e qualidade de sono.

 

O estudo acabou se concentrando em 1.181 homens que usaram um aparelho de acompanhamento do volume e intensidade do exercício físico durante sete dias.

 

Esses homens, com média de 78 anos, foram submetidos depois a análises periódicas durante cinco anos, um período em que 194 deles faleceram.

 

Os autores lembram que este tipo de estudos de observação não permitem estabelecer formalmente uma relação de causa e efeito.

 

Além disso, não está claro se as observações desse estudo podem ser aplicadas às mulheres idosas, embora a priori não haja motivos para que os resultados difiram, acrescentam os pesquisadores.

 

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