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28-Dezembro-2017 Hora 16:53   Pesquisa integrada aponta alterações em genes relacionados ao carcinoma de pênis


 

 

Pesquisa integrada aponta alterações em genes que podem estar relacionadas ao desenvolvimento do carcinoma de pênis.

 

Durante seu doutorado, o pesquisador Fabio Marchi, do CIPE, cruzou uma imensa quantidade de dados moleculares sobre o carcinoma de pênis. Seu foco era entender como a integração de dados poderia ajudar a identificar genes importantes para o desenvolvimento do tumor.

 

Pesquisas realizadas pelo grupo da Dra Silvia Rogatto, orientadora do nosso programa de Pós-Graduação, contribuíram com uma grande quantidade de informações moleculares sobre a doença e o desafio era criar um método que fosse capaz de combinar todas elas da melhor maneira possível, explica o Dr. Fabio.

 

Os resultados foram publicados no artigo Multidimensional integrative analysis uncovers driver candidates and biomarkers in penile carcinoma (Análise integrada multidimensional revela candidatos drivers e biomarcadores no carcinoma de pênis), publicado em julho na revista Scientific Reports.

 

Para cruzar os dados e identificar os genes de 53 pacientes, foi desenvolvido um algoritmo que combinou os muitos resultados encontrados. O grande desafio era entender quais alterações nos genes têm o papel de drivers (ou seja, as alterações significativas, que são poucas e de fato contribuem para o desenvolvimento da doença) e quais delas são passengers (alterações neutras que parecem não contribuir diretamente). Para aumentar a complexidade e a resolução, foram estudadas as diferentes vias biológicas onde essas alterações se encontram e como isso ajudaria no processo tumoral.

 

Cada grupo de alunos pesquisadores concentrou-se em um tipo de molécula da célula - uns estudaram alterações no DNA, outros no RNA etc. A integração dos conjuntos de dados, em várias dimensões, acabou revelando dois genes, BIRC5 e DNMT3B, que estão relacionados com a alta agressividade da doença e a pior sobrevida do paciente. Se as pesquisas moleculares futuras confirmarem isso, será possível desenvolver terapias personalizadas para esse tipo de tumor.

 

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