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25-Novembro-2017 Hora 07:31   Leucemoa tem remissão completa com novo tipo de terapia genética.


 

 

Tratamentos que modificam células para que elas aprendam a vencer o tumor tem revolucionado a medicina. O foco agora é a estrutura CD 22, presente em células malignas da leucemia.

 

Estudo publicado na Nature Medicine mostra que pacientes com leucemia resistentes a tratamento -- inclusive aqueles que já passaram por técnicas de terapia genética mais recentes -- podem tentar um outro tipo de estratégia de modificação de genes para vencer o câncer. No estudo, a remissão completa com a nova terapia foi atingida em 73% dos casos.

 

A terapia genética voltada para o sistema imunológico se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres hoje sem terapia. A estratégia básica funciona mais ou menos assim: 1) células de defesa são retiradas do organismo do paciente; 2) elas são modificadas geneticamente em laboratório para aprender a reconhecer o tumor; 3) as novas estruturas são injetadas novamente no organismo; 4) espera-se que o corpo tenha aprendido a reconhecer células cancerígenas.

 

A estratégia parece simples, mas na prática cientistas estão tentando todas as variações desse mecanismo para tentar vencer o câncer. A pesquisa publicada na Nature Medicine está tentando um mecanismo diferente: as células de defesa T são modificadas para atacar um novo tipo de estrutura presente nas células malignas: o antígeno CD 22.

 

Um antígeno é uma estrutura presente nas células doentes que, por sua especificidade, deflagra uma resposta imune. Em um mecanismo similar à chave-fechadura, a célula imune (fechadura) se prende a essa estrutura (chave) e a mata. Nas terapias genéticas em curso hoje, a chave mais comum é o antígeno CD 19; no estudo da Nature, no entanto, foi utilizada a estrutura CD 22.

 

De acordo com o estudo, o problema de alguns tratamentos com a estrutura CD 19 é que os tumores simplesmente perdem essa estrutura ao longo do tempo -- sendo a causa mais frequente de resistência ao tratamento. A pesquisa escolheu, então, o CD 22 (que é geralmente mantido após a perda do CD 19).

 

Cientistas testaram o CART CD 22 (como é chamada a nova terapia), em 21 crianças e adultos, incluindo 17 que foram previamente tratados com imunoterapia por CD 19. A remissão completa foi obtida em 73% dos pacientes, com 5 desses pacientes tendo sido previamente tratados com CD 19.

 

Segundo autores, a pesquisa é a primeira a estabelecer a atividade clínica de terapias dirigidas para o antígeno CD 22. Uma importância do estudo é justamente mostrar que existem outras opções, mesmo para os pacientes que já foram tratados com terapias genéticas inovadoras.

 

Nos pacientes em que a doença voltou, cientistas atribuíram a falha à baixa densidade do CD 22. O achado também mostrou a importância de uma presença maciça da estrutura para que o câncer seja mantido sob controle.

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